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2010-10-14

SWU - 11/10/2010



Avisos


  • As Horas estão aproximadas.
  • O que for dito aqui é única e exclusivamente opiniões e impressões minhas, caso discordem a área de comentários ta ai pra isso.

Segunda-feira 11 de Outubro,


10 h, tomado café, me troco, e saio rumo à estação Barra Funda encontrar o @Steellom (aqui denominado Marcelo) e @MauroFogaca aqui denominado simplesmente Mauro.

11h30 Já acompanhado dos dois mulambos entramos no ônibus e rumamos para o festival.

14h03 Chegamos ao grande estacionamento e um mar de gente já se amontoavam e se acotovelava na entrada, ponderamos, primeiros Shows?... Alain Johannes, não conhecíamos e Glória, não fazíamos questão nenhuma de ver, então recostamos em uma arvore e comemos algumas bolachas pra passar o tempo (não foi trocadilho com bolacha nenhuma)

14h35 “Chega, vamo entrar nessa porra, a gente precisa encarar essa fila” esse foi o Marcelo, aceitamos o fato que a fila não diminuiria tão cedo e encaramos.

14h55 passamos pela fila e chegamos ao palco Ar, achamos um cantinho perto de uma tenda de filmagem com uma grade que permitia que tivéssemos uma vista privilegiada do palco Ar que o Alain Johannes estava ocupando, mandando um Folk muito bacana (me arrependi de não ter visto o show inteiro) e dava também uma ótima vista dos telões que mostrariam os Shows do Palco Água.

15h06 Gloria No palco devo assumir que a principio me surpreendi com o peso que banda trouxe e um vocal gritado que estava até me agradando, mas ai entrou uma segunda voz que acabou com tudo, aquela melosidade cheia de frases de auto-ajuda aviadou completamente o som dos caras, mas valeu a pena quem sabe ele s não melhoram pra um próximo show

Ponto Alto: Demonstraram um puta potencial pra deixar esta cena homossexual e tocar rock de verdade.

Ponto Baixo: Presença de palco, tirando o vocal principal o resto da banda me pareceu completamente morto no palco.

16h09 Crashdiet e assim que os caras pintaram no palco a platéia toda tomou uma porrada e voltou mais de 20 anos no tempo por som muito foda misturando um Glam Rock Oitentista com uma pitada de Pós-Punk, os caras destruíram no palco, quem conhecia um pouco como eu ficou fascinado, e quem não conhecia nada como o Marcelo ficou abismado e louco pra ouvir mais coisas dos caras ouvi inclusive o Mauro dizer, “caralho se eu não tivesse que trabalhar eu queria ser assim”.

Ponto alto: Ambientação do Show e ao contrario

Ponto fraco: Momento do show, a meu ver uma seqüência de Crashdiet, Cavalera e Sevenfold se encaixaria muito melhor, depois poderia entrar Incubus pra galera dar uma descansada pra Qotsa, Pixels e Linkin Park

16h12 Rahzel, não posso dizer muito sobre este show, como eu não comia nada desde as 10h e resolvi ir comprar cachorro-quente junto com o Mauro, saímos, mas pelo que eu Ouvi, ouve muitas mesclas de musicas de outros artistas como Bob Marley, Snoopy Dog e Michael Jackson com um beat box simplesmente insano, mas enquanto o cara tocava ou eu comprava ou cuidava de comer aquele Hot-dog e tomar Heineken (Patrocínio de Evento com Heineken = EpicWin).

17h20 A Yo La Tengo já estava no palco quando comecei a prestar atenção, e devo dizer que só da baterista ser canhota já ganhou alguns pontos, é foda ver uma bateria “montada ao contrario” até meio engraçado, mas o fato dela ainda cantar tornou a coisa muito mais foda e eu tava curtindo de verdade aquela coisa, tudo como devia ser, Vocal bacana, Guitarra razoavelmente boa e o Baixista ali no autismo característico, nada fora do comum, mas eis que o Guitarrista começou a cantar e com isso se empolgou, sinceramente foi uma apresentação meio estranha, imaginem o foi um exagero o cara não tava tocando tudo àquilo pra fazer toda aquela pose, parecia um Kurt Cobain mais exagerado , um Kurt Cobain se comportando como se fosse o Steve Vai...foi bizarro.

Ponto alto: O show em si foi muito bom no que se dize respeito à banda, e a baterista com toda certeza merece um destaque.

Ponto Baixo: O guitarrista estava habitando um universo paralelo.

17h48 Meus amigos devo dizer que Neste momento o SWU começou pra mim, realizem a cena entra no palco um Sasquatch Um cara bombadaço de regata e boné, um cara com três dreads que abrangiam o cabelo inteiro e sem três dentes e por fim um cara de toca preta e uma camiseta de Manga longa do Palmeiras (respectivamente: Joe Duplamtier, Marc Rizzo, Max Cavalera e Igor Cavalera) Cavalera Conspiracy Puta que o pariu, neste momento os olhos do Marcelo brilharam o cara ficou maluco por que o show seria no palco Água o mandamos embora “vai porra, assiste o show lá que agente guarda um lugar pra você aqui”, o show foi destruidor, mesclando musicas próprias com “covers” de Sepultura e inclusive uma musica em primeira mão que só sai no álbum do ano que vem chama Warlord, sensacional.

Se for possível algo deste tipo Igor parece cada vez mais rápido e agressivo na porra da bateria o filho da puta é um Monstro.

Ponto Alto: Ao final do Show o Max e o Igor foram pro centro do Palco e se abraçaram pra saldar o público, um momento no mínimo emocionante, principalmente pra quem achou que os caras não voltariam a tocar juntos nunca mais.

Ponto Baixo: Horário do Show, Ainda estava entardecendo então um show destes durante o dia perde um pouco da mágica de palco.

18h50 O Marcelo volta parecendo criança em manhã de natal, sorrindo saltitando e empurrando uma galera até chegar perto da gente, ele se instalou do meu lado e atrás de uns caras que não faço a idéia do nome mas eram gente boa e lá de Curitiba, segundo o Mauro

19h00 assumo aqui sem nenhum orgulho que eu desconhecia a Avenged Sevenfold, me arrependo e vou ouvir muito mais disso pra remediar a situação, achei os caras muito fodas, com uma presença de palco sensacional, muita força e superação de um importante membro da banda (por favor façam a mesma coisa Slipknot) e uma substituição na bateria que por mais que Rev fosse muito bom não tem como não dizer que ficou foda.(Toda esta historia quem me contou foram meus partners nessa porra toda).

Mas este show teve um acontecimento insólito, como eu já disse não conhecia muito da banda mas tava ali na minha curtindo o som, ombro a ombro com o brother Marcelo enquanto o Mauro que é mais baixinho acompanhava grudado a grade, eis que surge uma mãozinha levantada no por sobre o meu ombro , tinha uma menina ali, uma menina baixinha e de óculos, e acho que naquele momento ela tinha desistido de ver o show por que tinham duas jamantas que bloqueavam completamente a visão dela até do telão, então ela estava com a mão pra cima de olhos fechados e cantando, fiquei com dó da menina, ai na primeira movimentada que rolou abri um espaço entre o Marcelo e eu e puxei-a pra frente, ela grudou na grade na frente do Mauro na grade e ali ficou com um sorrisão largo até o fim dos shows, o nome dela é Vanessa e ficou instaurado um acordo, de que em troca de proteção de rodas de bate cabeça vindouras ela documentaria o show com fotos e vídeos, gente boa à mocinha.

Ponto alto do Show: a frase “You guys are amazing, we promisse we gonna back soon” aguardo ansioso por isto.

Ponto Baixo: Duração do show, não tocaram nem 10 musicas e já deixaram o palco.

19h50 Órfãos de Avenged chegou à hora da Incubus, muito bom o show, pra quem não conhece imagine que o The Calling, agora imagine que os caras são homens, adicione um bom DJ, um baixo com uma pegada Funked e uma qualidade bem superior no resto do instrumental é isso ai resume bem a idéia, devo assumir que não prestei muita atenção no Show, estava muito ansioso pela próxima Banda.

Ponto Alto: Realmente o pouco que prestei atenção ficou muito focado no baixista caralho exatamente como um baixista deve ser autista, destoando da banda, tocando com OS DEDOS (nada de palheta por favor) e fornecendo todo o ritmo que a musica precisa

Ponto Baixo: Inicio de alguns problemas técnicos como falha em telões e iluminação escrota e um momento em que o Brandon Boyd (vocalista da banda) pegou uma linda Gibson Semi-acoustic nas mãos e só segurou a guitarra a musica inteira, meu caro Brandon não pode fazer isto, intrumentos musicais não tocados ficam tristes.

20h e lá vai cacetada, um atraso bizarro delegou o show do QoTSA, nesse meio tempo aproveitamos pra conversar com o pessoal em volta, basicamente os brother de Curitiba e a Vanessa, que em dado momento se perdeu das amigas dela que estavam mais pra trás...por culpa nossa que a puxamos pra frente logo, agora tínhamos que devolver a menina a suas amigas após o show e neste momento descobrimos que o irmão dela e uma prima também estavam por ali, que os caras de Curitiba tinham ido a uma porrada de show que rolou por lá, algumas turnês que o Mauro, e que o irmão da Vanessa veria linkin Park de graça pela segunda vez.

Perdi a noção da Hora e alguns minutos, Queens of The Stone Age , que me perdoe os caras do Cavalera sei que eles são fodas pra caralho, mas era por esta banda que eu estava ali, esse foi o momento do festival pra mim, fora o fato que em quanto tocava litle Sister ouve um tremendo acontecimento no evento, uma senhorita subiu nos ombros do cara que acredito que fosse o namorado dela com a camisa aberta e os seios cobertos apelas pelo sutiã, cutuque o Marcelo dizendo “olha essa porr...” antes da minha frase acabar o sutiã foi removido e um brado generalizado ocorreu por um belo par de peitos a mostra.

Mas o Show em si, foi foda um setlist incrível, não senti nenhuma diferença pela troca de integrantes, o som em si ficou até mais pesado e surpresas agradabilíssimas como o fato de tocarem Burn the Witch do álbum Lullabies to Paralize, abandonei meus companheiros por que surgiu uma roda de bate cabeça a uns 5 metros da gente, então eu resolvi que era muito bom eu me arremessar ali no meio, tomei um empurrão pelas costas e quase cai adivinha quem era o autor do feito? A mulher que botou os peitos pra fora, ela estava ali alucinada distribuindo bordoadas a torto e direito e eu fui um dos contemplados.

Senti falta de Make it chu e Hangin Tree, mas não chegou a ser algo negativo no show.

Ponto Alto: Eu poderia dizer só o Show, entretanto da pra destacar a No One Knows e o Batera Joey Castillo que deu uma surra na bateria.

Ponto Baixo: Atraso insano, foram mais de 30 minutos de atraso devido a problema técnicos que haviam começado no show do Incubus, não deixaram que o show tivesse inicio lógico que isto desencadeou gritos efusivos e em coro de “Filhos da Puta” e “vai tomar no Cu”

Ainda sem idéia das horas e terminado o show do QoTSA entrou os caras do Pixies um show bacana a meu ver, a grande maioria do povo a minha volta estava ansioso por ver os caras do Linkin Park então à paciência foi resumida a praticamente zero, mas o show foi bacana prepararam um setlist bem mais pesado do que se esperava da banda e selecionaram uma ou outra musica mais leves pelo fato de serem famosas Here’s Come Your Man .

Ponto Alto: Por mais controverso que seja gostei muito do Encore, voltaram com Where in my mind, se não tocassem isso ia ficar a impressão de que faltava alguma coisa.

Ponto Baixo: Duração do Show, antecedendo show principal da noite, a banda escolhida deveria ser mais uma abertura do que um show em si, acho que uma inversão com a Incubus teria se encaixado muito bem.


terça-feira 12 de Outubro

Não sei as horas com precisão, mas não demorou nem 10 minutos depois que o Pixies saiu do palco e as luzes já se apagaram (desta vez não por alguma falha técnica) e o Mike Shinoda entrou no palco e começou o momento do Linkin Park, meus caros é muito bom ver uma banda que evolui, nos primeiros Shows que eu vi o Chester perdia muito da voz logo a pós cantar Crawling mas desta vez ficou extremamente claro como ele melhorou tecnicamente, esbanjou da voz em Crawling e ainda tinha voz de sobra pra berra em One Step Closer.

Ponto alto: Produção e Interação com o publico, o show foi extremamente bem produzido com um uso fantástico dos telões em sincronia com a musica e as luzes do palco, mas isto é fato, mantiveram um nível excelente mesmo com as limitações técnicas que a organização do festival tinha.

Ponto Baixo: Bateria, montaram uma batera gigantesca maior que a do Mike Portnoy (Avenged Sevenfold) mas não foi usada nem um terço nas palavras do Brother Mauro “O Linkin Park precisava de um baterista igual ao Travis Baker” assino em baixo.

Quase 2horas da manhã o show acabou, os caras de Curitiba foram embora, o Dj Tiesto começou a tocar então, fomos embora, eletrônica não é muito minha cara mesmo, rodamos mais uma meia hora procurando as amigas da pequena e nova integrante da trupe e quando finalmente encontramos as meninas, perdemos uma meia tentando convencer que ela se perdeu por culpa nossa, mas que não éramos nenhum tipo de Tarados Sociopatas, de algum modo conseguimos, então nos recolhemos em uma tenda e dormimos largados na grama até ficar perto da hora de ir pra rodoviária pegar o ônibus.

Meu caros foi cansativo, passei frio pra cacete, fiquei com uma baita dor nas costas por dormir sentado, minhas pernas não agüentavam mais nada, mas eu faria essa merda toda de novo valeu a pena pra caralho.


Deixo já claro, que este post esta sujeito a Updates, para inserir fotos ou setlists que ficaram faltando abaixo


Seguem os setlists que eu achei no Setlist.fm (um tipo de wiki pra montar setlists de shows)

CRASHDIET

CAVALERA CONSPIRACY

AVENGED SEVENFOLD

INCUBUS

QUEENS OF THE STONE AGE

PIXIES

LINKIN PARK

Um comentário:

Marcelo Rodrigues disse...

Bom, eu sou o Marcelo citado no post, e acima de tudo devo dizer que esse festival, especialmente o dia 11, foi absurdo! Dividir meio metro quadrado com meus Brothas e mais vinte pessoas desconhecidas foi realmente revigorante. Havia alegria em todos alí, na galera nas bandas, todos estavam muito bem, apenas por estarem ali fazendo o que sempre fazem, uns assistindo a seus ídolos, outros assistindo a seus fãs.
Eu sou guitarrista desde os 15 anos de idade (fazem cinco anos já!)e meu envolvmento com a música sempre foi muito intenso, mas a minha melhor recordação em 5 anos é o sorriso de felicidade de James hetfield admirando o público alucinado no estádio do Morumbi em 30 de Janeiro deste ano que está acabando! Foi um momento único para mim ver a satisfação absoluta por algo tão simplório~, a mesma satisfação absoluta que vi no rosto de Mike Portnoy (um doss meus maiores ídolos da música) e que vi no rosto dos meus Brothas e de todos que subiram naquele palco naquele dia. Houve uma festa em família naquele dia, houve Rock de verdade!