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2010-12-14

TopUP- Documentos do Holocausto

Pois Bem

Então é natal (ou quase) época de celebrar, aceitar as diferenças, botar touquinha vermelha no avatar do twitter, mas este post vai completamente contra tudo isto, acabei recentemente de ler mais um livro sobre o Holocausto e os terrores da segunda grande guerra e percebi que já vi dezenas de filmes, livros, quadrinhos, ilustrações e outras coisas sobre esta época, artisticamente falando esse período é uma fonte gigante de inspiração. Fernando Pessoa diz do poetas mas acho que se aplica a qualquer artista( artista For Real, celebridade e Artista são coisas diferentes.)

Então sem mais demoras vou tentar falar das Obras que eu mais gostei/Lembro desta época tentando não dar Spoiller de nada segue meu TopUP – Documentos Sobre o Holocausto.



5º Lugar – O Dossiê Odessa – Friedrich Forsyth (The Odessa File)

Forsyth é um grande nome no que se diz respeito a livros de espionagem o Dia do Chacal é um ótimo exemplo. Dossiê Odessa se passa alguns anos após o fim da guerra (1963) e Peter Miller um repórter alemão, começa a investigar sobre agentes da SS e seus paradeiros no pós-guerra, depois que tem acesso ao Diário de Salomon Taubber um judeu sobrevivente ao campo de concentração de Riga, que registra na própria pele tudo pelo que passou no período em que esteve internado e tudo que teve que fazer para continuar vivo.
Fazendo este post, descobri que em 1974 foi lançado um filme baseado neste livro, ainda não assisti mas pretendo faze-lo em breve.

4º Lugar – A Vida é Bela - Roberto Benigni (La vita è bella)

Sem duvida nenhuma um dos filmes mais bonitos e emocionantes já feitos, a inventividade de um pai contra a dureza dos campos de concentração, com o simples objetivo de suavizar a realidade e resguardar a inocência de uma criança.
Roberto Benigni, consegue tanto com sua direção como com a sua atuação brilhante demonstrar todo o sofrimento dos campos sem deixar que a esperança se perca, o filme inteiro se passa em total sofrimento mas com uma inabalável fé de que a situação é temporária.

3º Lugar – Maus - Art Spiegelman

Foi este o livro que me motivou a escrever este post, assim que terminei de ler, todas as outras coisas que já vi li e ouvi sobre os campos de Concentração/Trabalho/Extermínio vieram a minha cabeça.
Maus (que significa Rato em alemão) retrata a historia de resistência, sobrevivência e sacrifício de Vladek Spiegelman ( Pai de Art) um Judeu Polonês que passa anos fugindo até finalmente ser pego e mandado para Auschwitz, Art retrata toda a historia de luta do pai desde as trincheiras em quadrinhos caracterizando cada etnia com um animal ( Rato=Judeus, Porcos=Poloneses, Sapos=Franceses, Cães=Estadunidenses, Gatos=Alemães e Renas=Suecos)

2º Lugar – O Pianista – Roman Polanski (The Pianist)

O Pianista, foi um choque sério pra mim, no filme de Benigni como eu disse se mantem as esperanças mesmo nas piores situações, agora neste filme as esperanças vão se perdendo junto com a humanidade do personagem de Adrien Brody, um artista consagrado e habilidoso vai aos pucos sendo reduzido a justamente aquilo que os partidários do Reich acreditava que os Judeus eram, animais. O filme conta com cenas extremamente impactantes e emocionantes, com toda certeza um dos melhores filmes que eu já vi.

1º Lugar – O Diário de Anne Frank – Anne Frank (HET ACHTERHUIS - Dagboekbrieven 14 juni 1942 - 1 augustus 1944)

Acho que este, assim como Maus, tem um peso extremo por ser realmente um documento histórico sobre a época, com a diferença de que Art Spiegelman simplesmente retrata o ocorrido com seu pai( o próprio Art declara no livro que retrata a historia sem conseguir sequer imaginar os sofrimentos) mas no caso de Anne Frank é realmente o perseguido quem retrata os fatos, os dois anos de confinamento em sótão com sua família e outros Judeus, são retratados através do olhos e dos medos de uma criança de 13 anos ( aos que leram O Menino de Pijama Listrado e gostaram da ideia temática de passar a historia pela vista e até mesmo pelas expressões de uma criança recomendo que leiam este diário).
Até hoje a casa com as passagens, esconderijos e fundos falsos se encontram inalteradas e se tornaram um Museu em Amsterdam (a cidade não tem só drogas e prostitutas, tem também dezenas de museus maravilhosos).


Menção Honrosa

A lista de Schindller – Steven Spielber (Schindler's List )

Sei que muitas pessoas vão me xingar por não citar este entre meu Top 5, sei que merece mas ele me causou um trauma, assisti este filme acho que em 95 eu tinha então 8 anos, lembro de algumas cenas do filme, sei que no final das contas a ideia era ressaltar o ato de Schindller salvando centenas de Judeus, mas eu nunca mais consegui assistir este filme de novo, vendo aquelas mortes todas e sabendo que era tudo a mais bruta e cruel realidade ( tentarei superar este trauma e assistir este filme em 2011).

Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino (Inglorius Basterds)

Com toda certeza o filme figura em qualquer lista de melhores filmes pra mim,
. Começando pelo vilão perfeito, Hans Landa(Chrystopher Waltz) é um cara inteligente, articulado (em pelo menos 4 idiomas), carismático, temível, odioso e qualquer outro adjetivo que você ache que um vilão tem que ter, passando por uma atuação brilhante de Brad Pitt, anotem isto quanto menos pressão pra ser galã melhor o cara atua ( Tyler Durden que o diga) e acaba com o ponto alto do filme Desapego TOTAL a realidade, diferente de todos os outros citados nenhum judeu aparece como sofredor e indefeso, são todos Motherfocker, inclusive a única mulher Judia que aparece Shoshanna (Mélanie Laurent ), e todos eles lutam de volta com tanta ou mais brutalidade que o 3ºReich.

"Acho que essa pode ser minha obra-prima" esta frase é dita pelo tenente Aldo ( Brad Pitt), mas acho que o Tarantino disse o mesmo quando terminou de gravar.

2009-08-31

ME CHAMA DE CONTINUO!!



“Contínuo, contínuo eu sou contínuo e você é um fio da puta”.




Frase imortalizada pelo digníssimo Lima Duarte no papel de Seu Noronha (Os Sete Gatinhos, se ainda não viu, veja vale a pena), anos depois a expressão ganhou um tom de adjetivo positivo, muito graças a Samuel “Motherfocker” L. Jackson, no filme Pulp Fiction, ele fala tantas vezes a palavra motherfocker inclusive se referindo a si mesmo que a palavra acaba por passar por adjetivo positivo ( Porra queria muito uma carteira igual a dele).


E depois disso veio a corrida para ser considerado um filho qualquer atitude vingativa que todos queríamos executar ganha a ordem de Honra de “Filho da Puta”, conheço caso de uma pessoa que assaltou um trombadinha e o pai de um amigo meu se tornou meu ídolo após juntar 1 real de bala que ele ganhava de troco todos os dias na padaria e comprar pão com elas no final da semana, com o argumento de “Se serve como moeda pra troco, serve pra comprar também”.

Tendo estas influencias um dia resolvi que um dia eu seria um grande Filho da Puta e então veio a oportunidade quando eu cursava o primeiro ano do colegial e estava naquela vida desregrada e vadia eu tinha muito tempo pra pensar em merdas e vinganças cretinas (“You know the kind of guy who does nothing bad things and wonder why life´s sucks?” depois eu culpo murphy pelas minhas cagadas) enquanto eu pegava o já citado 917-H Cemitério Consolação para a escola todos os dias eram quase as mesmas pessoas, contando o cobrador e o motorista que sofrerão diversas na nossa mão, inclusive comemorações de aniversario no ônibus (com bolo, refrigerante, coxinha e brigadeiro) placas de “Cuidado, Carga viva” colado ao lado do motorista pra ele se recordar que não era feno que tinha atrás dele.

A escrotização máxima veio pra cima do Nicanor O Cobrador, por algumas vezes certo momento do mês a passagem tinha virado cachorro quente ou qualquer outro podrão na rua e todo dia que a passagem não era paga com passe, (lembra aquele papelzinho? Então em 2002 agente ainda usava isso), e o pagamento era feito com dinheiro e cada vez que uma nota de 2 reais aparecia, ele ralhava e xingava “vocês tão acabando com meu troco” (na época a passagem era R$ 1,70), depois de ouvir muito disso resolvi bancar o paladino (or not) e vingar a galera, abri meu cofrinho de lata (sim ainda tenho um ele é azul e tem um adesivo do chiclete buzzy cavaleiros do zodíaco embaixo... armadura de câncer) fiz um levante das minhas moedas e disponibilizei para vingança 160 moedas de 1 centavo e 3 moedas de 5 centavos (coloquei a mais para exigir meu troco) tudo isso em um saco de mercado que foi amarrado e colocado dentro da mala.

No dia seguinte estava eu na fila com aquele sorriso engolidor de orelhas do tipo “Hynnin* ia curtir essa”, por sorte alguém o pagou com notas e ele esta ralhando, minha vez...

- E ai Nica beleza ?

- E ai.

- Ta precisando de trocado?

- Po ia ser bem vindo viu.

O saco deixou minha mala numa bela parábola pousando suavemente em cima da catraca.

- Ta ai... Têm um pouco a mais vê ai que jaja eu pego meu troco.


A cara de incredulidade dele foi tão impagável de ver aquele saco de quase 2 kg de moedas na frente dele, e o riso do pessoal em volta tão gratificante que eu quase me juntei à gargalhada.

A frase seguinte dele valeu toda a brincadeira, inclusive uma resposta de pode “ficar com troco”.

-Po cara eu confio em você não vou nem contar.

2009-04-15

Panteões em Guerra

Pois bem
Segue mais uma historia maluca minha, desta vez uma introdução da idéia de uma reunião completamente insana,
Um bom tempo atrás conversando com o Emeagate tivemos um dialogo mais ou menos assim
- Porra e se rolasse uma reunião entre vários deuses? Odin, Zeus, Mitra, Seth, Crom, Tupã e a mais uma galera?
- Porra isso ia ser foda pra caralho!
Eis aqui o resultado desta maluquice, é só o inicio da história, mas quem sabe um dia eu não a termino.










Em meio a uma planície gélida com intermináveis dunas nevadas um raio dourado cruza os céus e desce estancando a alguns centímetros do solo, um sorriso zombeteiro na fronte da figura se mostra em contraste com a neve um garoto de cerca um metro e meio de altura, vestindo uma toga púrpura presa por um broche dourado com um raio em alto relevo que simbolizava seu mestre, cabelos encaracolados desorganizados e amassados por um diadema de bronze, girava displicentemente um báculo também de bronze adornado com asas assim como suas sandálias que apesar de ser de couro pareciam de puro ouro dado ao brilho dourado ao redor delas e de todo o corpo da figura, cerrando os olhos para o horizonte seu sorriso se transforma em uma risada enquanto ele pronuncia uma palavra.

- Bifrost

Inclinando o corpo pra frente ele alça um vôo reto deixando para trás um rastro dourado cortando os vales nevados aquele que carrega a incumbencia de mensageiros dos deuses se dirige em grande velocidade para a ponte arco-íris que liga Midgard ao palácio Valhala, o deus grego descreve curvas suntuosas se aproximando em crescente velocidade da ponte, seu sorriso se alarga ainda mais enquanto ele gira em seu eixo e vira uma cambalhota no ar e para no meio da ponte e brada com toda a força dos seus pulmões.

- Venho em nome do Senhor do Olimpo, Zeus Deus dentre os deuses trago mensagens em seu nome.

Durante algum tempo sua única resposta foi um silencio quebrado apenas pelos açoites do vento nórdico, quando os portões do gigante palácio de Odin se movem abrem o necessário , para que apenas um homem passe, que aparentava ter visto muitas dezenas de invernos antes que fosse recrutado pelas Valquírias, mas ainda assim extremamente forte e corpulento, carregava em sua mão direita uma lança de madeira com umas fitas verdes pendendo ao cabo, trajava uma armadura de couro batido com uma pele de cervo por cima e dois martelos de batalha pendendo um em cada lado do seu cinturão.


- Que és tu que ousa perturbar a morada de Odin senhor de Asghard.


- Sou um deus, sou tão divino quanto qualquer um de seus deuses...


-Não em Asghard - surge uma terceira voz saída de dentro do castelo e uma figura esguia e quase duas vezes mais alta que Hermes trajando uma roupa verde colante por baixo de um longo casaco acinzentado, algo que devia ser pele de lobo, um olhar tão vivo e zombeteiro quanto o de Hermes carregado com uma dose extra de malicia, longos cabelos loiros cobrindo os olhos e caindo por baixo de um capacete que ostentava chifres de quase 45 centímetros e um tênue brilho prateado em redor de todo o corpo- Mercúrio meu caro - o sorriso da figura gigantesca se alarga e enquanto ele abria os enormes braços – ambos somos idolatrados pelos ladrões, porém mentiras competem a mim.

- Loki sabes bem que sou tão divino quanto você, mas também não mente quando diz que sou menos divinal na morada de seu pai, quem diria que justo você não mentiria agora.

Loki repousando sua enorme mão nos ombros do guarda do portão o tira do caminho de Hermes.

- Deixe o entrar sim? Acompanhe-me Mercúrio.

O Deus Nórdico andava a passos largos e acelerados pelos salões e galerias de Valhala, Hermes ia voando e observando alguns salões abarrotados de Armas de todos os tipos, machados, espadas, lanças, escudos, manguais, maças e martelos e entre suas colunas de pedras dezenas de guerreiros dispostos alguns em duplas outros em formações de escudos frente a frente se digladiando, sangue jorrava e pessoas caiam, quando os vencedores ficavam evidentes estes se afastavam verificando as condições de suas armas , se necessitavam de troca e esperavam alguns minutos enquanto os vencidos se levantavam e os “mortos” voltavam a si com sede de sangue e querendo a forra por sua recente derrota. Hermes perdeu o foco assistindo a batalha em especial de um gigante que segurava em suas mãos um machado de folha dupla ele sozinho encarava dois lanceiros e um espadachim.
Os Lanceiros se espalhavam tentando flanquear o homem ele estava com um gibão de couro e por cima uma pele onde a cabeça do urso cobria os cabelos louros trançados e a barba também trançada e presa com anéis rústicos de metal, o primeiro lanceiro vinha lentamente arrastando os pés tentando buscar as costas e o segundo ia repetindo a mesma estratégia enquanto o espadachim, um jovem que segurava nervosamente a espada com as duas mãos em uma guarda baixa, se aproximava lentamente, sem perceber entrou no campo de ação e foi pego pelo gigante com pele de urso, seu erro obrigou uma ação dos lanceiros que saltaram abaixando as lanças, o homem ao mesmo tempo em que pisava na lança a sua esquerda arremessava o jovem espadachim no outro adversário, soltando a mão direita um movimento de pendulo decepa as mãos do lanceiro e continuando o movimento ele gira em seu eixo e rasga a barriga do jovem espadachim, quando a batalha se encaminhava para um contra um Loki se coloca ao lado de Hermes.- Mercúrio, vai se entreter com nossos Jarls lutando ou vai levar sua mensagem ao meu pai?- Loki de braços cruzados olhava sorridente enquanto o lanceiro chutava areia nos olhos do gigante e aproveitava o momento de vantagem para avanças sobre ele – Se quiser podemos nos sentar e eu te mostro como vossos soldados são fracos e incapazes acho que algumas de nossas fêmeas podem ser superiores a eles.

- Bom que tocou neste assunto, isto tem haver com a minha mensagem.
Uma sombra de espanto que é brevemente substituído por seu costumeiro ar zombeteiro.

-Vamos, agora eu quero ouvir sua mensagem.


Loki passou então a caminhar mais rápido deixando para trás o homem do machado com a barriga perfurada sangrando e sentado ao lado do corpo sem cabeça de seu adversário lanceiro.
Passaram em grande velocidade por corredores, armoriais e salões onde mais batalhas eram travadas até alcançarem um uma larga escadaria, revestida por um longo tapete azul e prateado, aos poucos Hermes começa a ver o topo de um trono ornamentado com prata e chifres de diversos animais além dos de dragões, unicórnios e minotauros.e sentado no trono um homem velho e encurvado apoiado em uma lança com cabo de madeira e com um corvo pousado em cada ombro.


- Meu senhor Odin, venho em nome do poderoso Zeus...

- O que Júpiter deseja de mim? Não quero voltas rapaz.

Nessa hora Odin se levanta e mostra-se diferente, alto austero e muito truculento, seu olho esquerdo de um azul acinzentado e seus cabelos brancos soltos e a longa barba branca enrolada com uma tira de couro e uma pele de urso branco cobrindo a armadura de combate completa. Hermes se sente acuado e impotente diante da grandiosidade do senhor de Asghard.


- Pai - intercepta Loki - pelo que eu posso deduzir , eles se preparam para uma batalha talvez algumas mulheres nossas sejam necessárias para engrossarem as fileiras gregas – O Deus da mentira se coloca sorrindo ao lado de Hermes.

A zombaria dera a Hermes nova coragem para transmitir o recado de seu senhor.

- Meu Senhor Zeus pede desculpas, sabemos que Asghard desejava sediar a próxima convenção dentre as divindades daqui a pouco mais de 500 anos mortais, mas solicita que repense e passe esta responsabilidade para o Olimpo, queremos esta Honra e a teremos mesmo que tenhamos de colocar nossos heróis contra os vossos.

2009-03-23

Merda Acontece - Capitulo I

Trilha para a leitura

Paranoid Android - Ok Computer




Creep - Pablo Honey





Fake Plastic Trees - The Bends




Volto à intifada de escrever a cerca das merdas rotineiras que acontecem comigo e o Homer, acho que é muito digno além de falar de historias que algumas pessoas já ouviram contar fatos novos o fato que eu relarei agora diz respeito ao dia 22 de março de 2009(A.K Ontem).
Sabe aquele tipo de episodio de Series onde os personagens são tragados pra dentro de um filme ou jogo? Pois é me senti assim ontem, me encontrava abraçado ao meu querido travesseiro por volta das 20h assistindo euforicamente Apocalipse Now o Capitão Benjamin (Martin Sheen) e o Chef (Frederick Forrest) tinham acabado de ser atacados por um tigre e o Capitão estava dizendo a antológica frase “Never get out of the boat", quando o meu caro Homer me liga com a seguinte frase.
- Ricardo, to com um ingresso a mais para ver o show do Radiohead, começa às 22h... Vamos?
Toda a historia de não deixar o barco, ficou no modo de pausa, e calculando rápido eu na zona norte e ele na zona oeste de São Paulo, vamos pro meio,
- Estação Barra Funda daqui a uma hora.
Desliguei o telefone me troquei em tempo recorde, o ônibus passou assim que cheguei ao ponto e pouco depois das 21h eu estava no ponto de encontro e o Homer também, algo estava muito errado, eu e ele saindo de improviso e tudo dando incrivelmente certo? Pois é ai tem inicio nossa excursão Dantesca, o trem chegou à estação por volta de 21h20, e assim que abriu a porta eu e Homer entramos, e o ar estava praticamente palpável devido ao um forte cheiro de maconha que tomava conta do vagão inteiro e pra completar além do cheiro de marofa no ar dentro do vagão havia três pessoas e uma delas cantarolava euforicamente a musiquinha do Happy Tree Friends, não é bizarro o suficiente certo? E se fossem três travestis? Pois é, eram três travestis, e foram fazendo trocadilho com o nome das estações todo o percurso.
Saltamos do Trem na estação Domingos de Morais, e pegamos o outro trem que ia sentido ao nosso objetivo o Jockey Club.
- Homer aonde descemos?
- Segundo o Rod na Hebraica-Rebouças?
Descemos na Hebraica, atravessamos a ponte Eusébio Matoso, e por algum motivo que a lógica desconhece deduzimos que a entrada do Jóquei devia estar na Marginal Pinheiros, agora percebo que o raciocínio foi estúpido, mas no dado momento colocamos o pé na estrada e andamos todos os 1,7 km da vila hípica, beirando a marginal pinheiros, não sem antes meu caro colega Homer cair em um bueiro( que por sorte estava seco) e eu chutar dezenas de pequenos pedaços de viga no chão por sorte meu super allstar protegeu meus pés das topadas(ou não). Eis todo o percurso


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Agora, adivinhem só? Pois é o show não era no Jockey Club e Sim na Chácara do Jockey, um erro que uma simples consulta ao nosso idolatrado Deus Google teria evitado. Outro mapinha para vocês meus caros, ponto A Jockey Club ponto B Chácara do Jockey.


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Ao perguntar a um dos seguranças do Jockey Club sobre a chácara ele nos responde:
- Ó é uma travessa da Francisco Morato... segue pra lá ó. Como vocês podem bem analisar ele nos indicou uma distancia aproximada de 7 km como se fosse logo ali, e pra completar por que não? ...A direção errada, por sorte após caminhar um pouco na direção contraria encontramos um motoqueiro que estava trocando o outdoor de um daqueles relógios que também dão a temperatura, que por sinal indicava a hora de nosso senhor de 22h35, o show começaria às 22h e com sorte e um atraso rotineiro de 30 a 40 minutos não perderíamos muito (maldita Britanicos e sua pontualidade)
Desespero bateu, estávamos com os ingressos na mão e a viagem ia se aprofundando nos infernos circulares de Dante, eis que surge a idéia e o dedão esticado para parar um taxi, obvio que os primeiros quatro não pararam e no quinto após chorar e negociar conseguimos que a viagem fosse fechada por R$25,00 não importando a distancia, ele estimou R$30,00, mas no final das contas ele nos deixou por volta das 22h50min na porta da chácara com o taxímetro cobrando R$25,10... Pelo menos ganhamos 10 centavos, pois ele honrou sua promessa.
Entramos eufóricos eu correndo feito uma besta e o Homer ainda meio que mancando, pois a queda no bueiro havia esfolado o joelho esquerdo dele, entramos ouvindo gritos de euforia, assobios, "uhuus", palmas e uma figura que solitariamente gritava alternando entre as expressões "Puta que o pariu", "Vai tomar no cu" e "Caralho". O Show foi fantástico, tido como a melhor apresentação do grupo em toda turnê, contando com uma dobradinha de Paranoid Android e Fake Plastic Trees, que quase parou meus batimentos cardíacos, isto em parte também por que as pessoas ao nosso redor resolveram em um movimento único acenderem arvores que não eram de plástico e baforalas criando uma lindíssima nevoa em contraste com o show de iluminação. Voltarei a relatar sobre a Odisséia deixando para quem quiser detalhes a respeito do ótimo show que vimos ( ou pelo menos vimos parte dele) com este blog.

Pois é avalanche de dejetos não acabou com a ida, ainda tínhamos de voltar aos nossos domicílios. Andamos uns 200 metros da saída da chácara até um ponto de ônibus próximo, todas as 450 pessoas no ponto tinham a mesma idéia "entrar no primeiro ônibus que passar e ir para algum lugar", pegamos uma Praça Ramos(por sorte um lugar conhecido), meus caros eu vos digo não cabem 450 pessoas dentro de um ônibus, depois da 309º pessoa começou a ficar meio apertado, e por um incrível bom senso o motorista fechou a porta quem entrou quem não entrou sinto muito.
Era por volta de 2h da manhã quando estávamos na Av. Paulista esperando um ônibus que não iria passar e 2h20 quando desistimos e falamos,
-andaremos até algum lugar.
Uma hora e meia de caminhada depois chegamos ao terminal lapa, por mais incrível que possa parecer não ocorreu nada estranho nesse período caminhamos sem ser interrompidos, atrapalhados, atacados, molestados ou afins.



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Eram quase 4h da manha e estávamos os dois no terminal lapa, e além de nós havia algumas pessoas dormindo esperando os primeiros ônibus, uns quiosques de lanche, os seguranças e um casal de mendigo que discutia aos berros com termos que não ousaria citar aqui nem mesmo usando aspas, ficamos uma hora assistindo ao embate dos mendigos,antes de o Homer ir para a fila do ônibus dele e eu para minha. Após entrar no ônibus imediatamente cai num sono maravilhoso sem sonhos que só foi interrompido por uma ligação do toco que desejava saber se ainda estávamos vivos, as 06h35min mais de 22horas depois estava de volta a minha Itaca, abracei meu travesseiro e dormi, acordei as dez para redigir esta postagem e recebo a seguinte saudação de meu caro amigo Homer:

" I may be paranoid, but not an android diz:
caralho q dor na perna. "

2009-01-07

Merda Acontece, O Livro - PREFÁCIO

Pois bem


Meus caros nos tempos de colegial, minha vida começou realmente a se tornar uma fossa, não que não fosse boa, mas acontecia um amontoado de merdas conjuntas tantas que eu e o meu caro amigo Homer pensamos em escrever um livro que seria intitulado “Merda Acontece” e estamos retomando este projeto agora não digo que estas linhas seguintes e posts virão a se tornar um livro, mas alguns pontos de nossas vidas, serão retratados em alguns posts futuros, segue então o Prefácio segundo RicoCorreiaUp.

Prefácio

No longínquo ano de 2003 me reaproximei de um conhecido meu, que viria a se tornar um dos meus melhores amigos.
Quando eu galgava meus 12 anos ingressei em uma escolinha de basquete no SESI da Vila Leopoldina, havia um garoto da mesma idade facilmente reconhecível, pois não era tão alto, gordinho, estava sempre com alguma camiseta dos Ramones e com a pele tão branca que chegava a assumir tons de rosa principalmente em contraste com seu cabelo vermelho, o desgraçado era tão ruivo que em primeira mão acreditei que era gringo, ele atendia pelo nome de Pedro Henrique, e até então dado ao contraste branco e vermelho recebeu a alcunha de Pão com Molho( criança sabe ser cruel), não tínhamos muito contato nesta época , mas o grande Nimb* olhou pra nós dois e disse, “Isso tem potencial de dar merda, não pode acabar assim”.
Então anos mais tarde, depois de 8 anos estudando no SESI, estou trocando de escola, grande porcaria só na minha sala haviam pelo menos 12 pessoas que foram do SESI comigo para o Colégio Professor Antonio Alves Cruz, pra quem não conhece o Alves Club(não me culpem a escola tem esse apelido assim como o Ciridião que recebe a carinhosa alcunha de Prisidião devido aos seus muros de 5 metros de altura e o slogan “Ciridião, entra burro e sai ladrão” devido a pura sacanagem dos alunos) as Salas são todas disposta em um prédio muito original, o corredor fica do lado de fora do prédio como se fosse uma enorme varanda, onde as portas dos dois andares fica de frente para um pátio onde passei inúmeras manhãs jogando truco, vôlei e até taco (arrebentei algumas vassouras da caseira nessa, desculpa dona Terezinha) Estou sentado na parede oposta a porta na quarta carteira da fileira, e começa aquela maldita, cretina e vexatória rotina de “quebrar-o-gelo” na escola nova, a professora X( não lembro o nome dela, acho que a matéria era Física) lança as perguntas super originais:

- Quem são vocês? De onde vocês vêm? Conhecem alguém aqui ? – Sorriso amarelo dizendo sublinarmente “Sejam rápidos, esta pergunta apenas um smalltalk, é só protocolo!”

Levantou o primeiro cara, lembro dele como alguém que freqüentava menos as salas de aula do que eu, ou seja o clássico turista, faltava uma maquina fotográfica, uma camisa florida e o boné do Pateta.

-Meu nome é Willian, vim de “I don’t care”, e tenho um amigo no segundo ano.

Se levantou então uma menina, levemente simpática, mas nunca conversei muito com ela logo seu nome me escapa agora da mente:

- Meu nome é Y, vim de “whatever” e conheço ela – disse a menina que me lembrava não sei por que um gafanhoto, era bonitinha e ainda assim tinha cara de gafanhoto.

Logo em Seguida a amiga da segunda se levanta:

- Meu nome é Valéria vim de “whatever” também, conheço ela – apontando pra menina-gafanhoto – E tenho uma irmã gêmea em outra sala.

- Gêmea ? Que legal ! – Mais sorriso amarelo enquanto rola este smalltalk inútil, lógico que isso veio da professora.

E então vez de uma das figuras mais escrotas quiçá da cidade tomar a palavra, melhorei muito de La pra cá, mas de fato eu era uma lástima:

- Ola meu nome é Ricardo – podia ter sido sucinto e dizer que veio muita gente do SESI e eu era um deles, mas não como disse sinto a necessidade de ser escroto, preciso escrotizar quem me cerca – Vim do SESI da Vila Leopoldina e conheço – sim meu caro leitor fui apontando um por um e dizendo “ele” ou “ela” de acordo com o sexo, e todos meus amigos rindo enquanto eu já entrava na terceira fileira de alunos dizendo “ele” ou “ela”, estavam acabando os alunos do SESI e todo mundo já ria enquanto a professora com olhos arregalados qual uma coruja ensaiava soltar um “Nossa quanta gen...” eu a cortei apontei pra uma figura sentada no outro extremo da sala, gordo,mais alto obvio se passaram 4 anos, Branquelaço, usando uma camiseta preta com o simbolo dos Ramones no peito e uma boina preta virada pra trás – E Aquele ruivo ali no fundo.

Ele apontou pra ele mesmo e quando um amigo meu que tinha vindo do SESI comigo e também havia jogado basquete com agente disse em um tom de voz alto e nada discreto:

- É, é o Pão com Molho!

Criança é cruel por criar este tipo de apelido, adolescente é uma merda por trazer fantasmas do passado e quanto a mim? Porra, já disse eu era muito escroto.

Nessa época o Homer ainda era realmente um pouco tímido(ou vai ver que tava de saco cheio mesmo), na sua vez de se apresentar só disse:

- Meu nome é Pedro Henrique, conheço aqueles dois ali – “O escroto e o indiscreto” – E minha prima que ta no segundo ano – Patrícia, boa pessoa. Ocasionalmente ela deve entrar em algum relato de nossas cagadas como testemunha ou como vitima destes dois bodes expiatórios de Murphy.

Cortemos pro dia seguinte, de pé às 05h30min da manhã, beleza que eu não fazia merda nenhuma o resto do dia, mas ainda assim estava ali no ponto final do Cemitério Consolação 917-H que trazia na placa escrito Cem. Consolação, sempre dou risada desta placa, é um trocadilho imbecil, mas não consigo não fazê-lo, o fiscal me libera para entrar, entro e me sento, sei que esta merda de ônibus vai lotar mais pra frente então fico feliz de entrar e me sentar, é cerca de 1h até a escola então vai dar tempo de dormir até lá.

No Primeiro ponto adivinhem quem entra e se senta ao meu lado? A Vaca verde , senhoras e senhores neste momento esta consumado o Inicio oficial da amizade entre Homer Ramone e Rico Correia.
Desde então a avalanche de merda não parou mais, não que eu não fazia besteira sozinho ou que ele não fazia besteira antes disso, mas com estes dois pólos unidos, nos tornamos um Grande Imã que atrai merda, o que antes eram apenas duas pequenas nascentes se tornou um belo de um braço de Rio, fluindo seu espesso e caudaloso caldo amarronzado,.

Nimb*, rola seus dados enquanto sorri “Isto vai dar merda”.

* Nimb, deus do Caos, da sorte e do Azar.